Um gato traz para casa mais coisas do que se imagina: a caixa de areia, as taças de comida e de água, a cama, o arranhador, os brinquedos e, muitas vezes, um cesto para as escovas e as mantas. Num apartamento pequeno, tudo isto pode dar a impressão de que o gato ocupa a casa toda. Com um pouco de organização, porém, cada coisa encontra o seu lugar sem tirar espaço a ninguém.
O primeiro passo é decidir onde fica cada zona. A comida e a água num canto sossegado da cozinha ou junto a uma parede, a caixa de areia num sítio afastado mas de fácil acesso, a cama numa zona calma e quente, talvez perto de uma janela. Ter as zonas bem definidas evita que as coisas se espalhem e ajuda o gato a habituar-se a uma rotina.
Aproveitar a altura e os cantos
Num espaço pequeno, o que não cabe no chão pode subir. Prateleiras baixas e robustas, presas à parede, servem de caminho e de posto de observação para o gato, ao mesmo tempo que libertam o chão. Um arranhador alto ocupa pouca área e tem muito uso. A cama pode ficar num canto de uma estante, se houver uma prateleira estável.
Muitos móveis têm dupla função. Um banco com arrumação por baixo guarda os brinquedos, e um móvel baixo com portas pode esconder a caixa de areia, desde que tenha uma abertura para o gato e boa ventilação. Um cesto ou uma caixa com tampa, junto à porta, reúne escovas, mantas e sacos, sempre à mão.
De vez em quando, vale a pena rever o que está à vista. Os brinquedos que o gato já não usa podem ser guardados numa gaveta e trocados por outros, o que mantém o interesse dele e liberta espaço. Um tapete debaixo das taças facilita a limpeza e protege o chão, e é fácil de sacudir à janela.
Com estas ideias, a casa continua a ser de todos. O gato tem os seus cantos, as pessoas têm o seu espaço e o apartamento, mesmo pequeno, parece maior e mais arrumado. Um gato que tem um lugar certo para cada coisa costuma adaptar-se depressa e deixa de andar a explorar tudo o que encontra pelo caminho.